Olá Moçada...
Depois de dois meses de inatividade devido ào notebook quebrado, recuperação de fontes de informação, férias e rearrumação de ambiente de trabalho problemas técnicos, este Blog está de volta para bater um papo sobre o que a revolução da informação pode, e enfatizo o fator possibilidade, fazer na nossa vida produtiva em um espaço muito curto de tempo.
É fato mais do que consumado que o modelo SMAC (Social, Mobile, Analytic & Cloud) de tecnologia já transformOU (isso mesmo passado) uma série de fatores na nossa vida cotidiana. Já é comum iniciarmos o dia checando os emails ou os avisos no whatsapp, olharmos a previsão do tempo e as melhores rotas de trânsito no Waze, descobrir onde podemos pedir comida, se vamos viajar por que não compartilhar quartos e carros. Mas e no nosso trabalho?
É meio estranho observar que a primeira coisa que vem a nossa mente quando ligamos as novas tecnologias da informação e comunicação com o trabalho são como estas redes diminuem o rendimento ou como as empresas se adaptam a esta nova atitude do empregados. Mas, é essa a relação que será estabelecida entre pessoas + rede + trabalho (extrapolando a ideia de emprego)?
Primeiro temos que lembrar que a revolução causada pelo google pelos engenhos de buscas na sociedade é comparável ao que a escrita fez à humanidade alguns milênios atrás. Se, naquele momento, nós tínhamos uma extensão da nossa memória nas placas de barro, ou no papel posteriormente, hoje tudo o que precisamos fazer é "aprender a perguntar" na Internet que o conhecimento que precisamos estará ali na tela, prontinho precisando apenas de um pequeno tratamento (discernimento) por parte do utilizador.
O debate sobre essa nova realidade ainda está em efervescência. Julian Assange (o mesmo do wikileaks) aponta para o problema de uma sociedade vigidas, já Nicolas Carr sugere uma sociedade menos analítica a partir do uso das tecnologias. Uma outra galera composta por nomes como Janna Anderson, Kris Holt e Danah Boyd discorda de que a humanidade esteja dando passos para trás, entretanto, mesmo para eles, não se sabe o quanto para frente se está caminhando. O que eles concordam é que as coisas estão diferentes.
Esta mudança em direção a tecnologia já é considerada como certa por algumas sociedades por exemplo, as escolas da Finlândia substituiu o uso da caligrafia pelo uso da digitação em Tablets por entender que a digitação será mais presente na vida das "atuais" crianças do que a caligrafia. Existem políticas americanas mostrando como será o futuro da educação devido as novas tecnologias.
Antes de finalmente falar trabalho do futuro e como isso irá bater nas nossas portas, primeiro temos que desmistificar a ideia de que avanço tecnológico resulta em desemprego. um estudo feito no reino Unido entre 1871 e 2011 (140 anos) sugere que a tecnologia proporciona mais empregos do que destrói. Um outro estudo feito pelo departamento americano de comércio, no ano 2000, apresentou como essa transformação se deu por lá ao longo do último século como podemos ver na figura a seguir.
Há 10 dias atrás saiu a notícia de que nos Estados Unidos já há mais pessoas trabalhando com publicidade na Internet do que em jornais, então é claro que aparentemente, essa mudança no trabalho já é real para alguns segmentos.
O Segundo mito é de que a tecnologia corrompe certas estruturas éticas dos seres humanos. Essa é uma ideia bastante difundida por Rousseau que é refutada por alguns pesquisadores dentre eles o professor Simão Davi Silber essa semana na radio CBN. A verdade é que não há estudos conclusivos sobre a relação entre ética e o desenvolvimento tecnológico.
O Terceiro e último mito, e esta se mostra o cerne desta opinião, é pensar que as profissões e, consequentemente, a natureza do trabalho são imutáveis. Uma pessoa que entrou na escola na década de 1990, ia até lá, ou na biblioteca, por que estes eram os dois lugares, mais convencionais, para se obter conhecimento. O conhecimento era passado por um tutor (professor) e reproduzido nas crianças. Jovens que entrassem em uma escola técnica ou universidade naquela época, era muito comum aprender que a natureza do ofício escolhido mudaria muito pouco.
Hoje em dia, estamos muito acostumados a ver reportagens e mais reportagens mostrando uma nova gama de novas profissões ou novas competências necessárias em um mundo de intensa transformação. Na verdade as próprias profissões estão passando por transformações e que, segundo Silvio Meira, aquelas que não inovarem tendem a acabar.
Então me parece que a ideia de Nicolas Carr (Já citado nesse artigo) de que nós estamos ficando burros estúpidos é no mínimo desonesta por que estão se avaliando as "novas" formas de comportamento no contexto "antigo" de tarefas baseadas em raciocínios lineares. Mas serão essas as skills do futuro? Essa é a pergunta feita por Danah Boyd (Também aqui citada).
Essa situação pode, inclusive, modificar estruturas sociais. Por exemplo, a Suíça foi notícia essa semana por dizer não, em plebiscito, contra uma renda mínima a ser distribuída de forma livre para todos os cidadãos Suíços. Ok, não é o foco deste post discutir as contra-partidas que a população suíça teria de fazer para que este projeto saísse do papel, e que podem ser vistas aqui, e sim se atentar para o fato de que a proposta se deu pelo simples fato de que a Suíça consegue produzir 3 vezes mais riqueza do que consome e que, como a nação achou justo dividir, aparentemente, parte dessa riqueza com o seu povo. Ou seja, já houve uma tentativa real de que o trabalho, altamente eficaz e de base tecnológica, gere riqueza para toda uma sociedade.
E o que temos a ver com isso? Essa revolução é toda baseada em informação. Como a informação é gerada; Como a informação é tratada; Como a informação é buscada; dentre tantas outras coisas possíveis de se fazer com a informação. A questão que fica é: Como você, profissional da informação, vai encarar isso?
Bem, antes de responder essa pergunta veja o cenário de inovação do Brasil (trazido por Silvio Meira). Olhem onde está a Suiça que falamos há pouco. Pronto, agora você tem subsídio para escolher, como profissional da informação no Brasil, o seu caminho nesse novo mundo.
[]'s



muito interessante o posto, em particular essa última imagem que traz índices da complexidade econômica por países me chamou bastante a atenção. Terias um link para o estudo completo? Abraço!
ResponderExcluirOi
ExcluirTenho sim é só ver no Site da Gazeta do Povo
http://www.gazetadopovo.com.br/economia/industria-perde-intensidade-tecnologica-71vt9brfew3l4s6s18p6a2l74#ancora-1